Category: Geral

Dramas causados nas famílias pelo consumo de drogas

Atualmente o aumento do uso de drogas por parte de crianças e adolescentes cada vez mais jovens tem gerado muita preocupação, não só entre os profissionais de saúde, como também entre os familiares que veem não só a destruição da vida dos dependentes, mas a mudança de comportamento passando a roubar, matar e até cometer o suicídio, destruindo a estabilidade de toda a família.

Para que haja a recuperação e ressocialização desses usuários é necessária e fundamental a participação da família. Primeiro é preciso entender que dependência química é uma doença que precisa ser compreendida e tratada como tal. Ser dependente não é falta de caráter e sim uma doença que necessita de tratamento.

Infelizmente o uso e abuso das drogas é cada vez maior, gerando sérias consequências não só para a família, como também para o adolescente. É necessário que a família busque informar-se sobre a dependência, para que possa agir junto aos seus filhos não só na prevenção, como também na intervenção quando a dependência já se encontra instalada.

Drogas

Conceitos
Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas,de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da maconha). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas comumente suscita a idéia de uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento. As drogas estão classificadas em três categorias: as estimulantes, os depressores e os perturbadores das atividades mentais. O termo droga envolve os analgésicos, estimulantes, alucinógenos, tranquilizantes e barbitúricos, além do álcool e substâncias voláteis. As psicotrópicas, são as drogas que tem tropismo e afetam o Sistema Nervoso Central, modificando as atividades psíquicas e o comportamento. Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injeção, por inalação, via oral, injeção intravenosa ou aplicadas via retal (supositório).

Intoxicação Aguda
É uma condição transitória seguindo-se a administração de álcool ou outra substância psicoativa, resultando em perturbações no nível de consciência, cognição, percepção, afeto ou comportamento, ou outras funções ou respostas psicofisiológicas.

Uso Nocivo
É um padrão de uso de substância psicoativa que está causando dano à saúde. O dano pode ser físico (como no caso de hepatite decorrente da administração de drogas injetáveis) ou mental (ex. episódio depressivo secundário a um grande consumo de álcool).

Toxicomania
A toxicomania é um estado de intoxicação periódica ou crônica, nociva ao indivíduo e à sociedade, determinada pelo consumo repetido de uma droga, (natural ou sintética). Suas características são:
1 – irresistível desejo causado pela falta que obriga a continuar a usar droga.
2 – tendência a aumentar a dose.
3 – dependência de ordem psíquica (psicológica), às vezes física acerca dos efeitos das drogas.

Breve história das drogas
A longa trajetória das substâncias psicotrópicas com o passar dos milênios.

Síndrome de Dependência
É um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo, do que outros comportamentos que antes tinham mais valor.
Uma característica central da síndrome da dependência é o desejo (frequentemente forte e algumas vezes irresistível) de consumir drogas psicoativas as quais podem ou não terem sido prescritas por médicos.

Codependência
Codependência é uma doença emocional que foi “diagnosticada” nos Estados Unidos por volta das décadas de 70 e 80, em uma clínica para dependentes químicos, através do atendimento a seus familiares. Porém, com os avanços dos estudos das causas e dos sintomas, que são vários, chegou-se à conclusão de que esta doença atinge não apenas os familiares dos dependentes químicos, mas um grande número de pessoas, cujos comportamentos e reações perante a vida são um meio de sobrevivência.
Os codependentes são aqueles que vivem em função do(s) outro(os), fazendo destes a razão de sua felicidade e bem estar. São pessoas que têm baixa auto-estima e intenso sentimento de culpa. Vivem tentando “ajudar” outras pessoas, esquecendo, na maior parte do tempo, de viver a própria vida, entre outras atitudes de auto-anulação. O que vai caracterizar o doente é o grau de negligenciamento de sua própria vida em função do outro e de comportamentos insanos.
A codependência também pode ser fatal, causando morte por depressão, suicídio, assassinato, câncer e outros. Embora não haja nas certidões de óbito o termo codependência, muitas vezes ela é o agente desencadeante de doenças muito sérias. Mas pode-se reverter este quadro, adotando-se comportamentos mais saudáveis. Os profissionais apontam que o primeiro passo em direção à mudança é tomar consciência e aceitar o problema.

Abstinência Narcótica
Independente de sexo ou idade, na gravidez ou não, sempre que se suspendem de forma abrupta os narcóticos, poderá eclodir numa pessoa viciada nestas drogas, uma sequência de sintomas que vão caracterizar a síndrome de abstinência narcótica.

As primeiras 4 horas de abstinência
– Ansiedade, comportamento de procura da droga

As primeiras 8 horas de abstinência
– Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral

As primeiras 12 horas de abstinência
– Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares

As primeiras 18-24 horas de abstinência
– Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares, insônia, náusea, vômitos, muita inquietação, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da profundidade da respiração, aumento da pressão arterial, hipertermia (febre), dor abdominal

As primeiras 24-36 horas de abstinência
– Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, ereção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares, insônia, náusea, vômitos, muita inquietação, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da profundidade da respiração, aumento da pressão arterial, hipertermia (febre), dor abdominal, diarréia, ejaculação espontânea, perda de peso, orgasmo espontâneo, sinais de desidratação clínica, aumento dos leucócitos sanguíneos, aumento da glicose sanguínea, acidose sanguínea, distúrbio do metabolismo ácido-base

Síndrome de abstinência no recém-nascido
Costuma ocorrer após 48 horas do parto de uma gestante viciada em narcóticos com as características:
– Febre, tremor, irritabilidade, vômitos, hipertonicidade muscular, insuficiência respiratória, convulsão, choro agudíssimo, muitas vezes pode ocorrer a morte do recém-nascido
(Fonte: Salvar o Filho Drogado, Dr. Flávio Rotman, 2ª edição, Editora Record)

Gírias utilizadas por usuários de drogas
queimar um – fumar
mocosar – esconder
caretaço – livre de qualquer efeito da maconha
sussu – sossego
rolê – volta
pifão – bebedeira
rolar – preparar um cigarro
cabeça feita – fuma antes de ir a um lugar
chapado – sob o efeito da maconha
bad trip – viagem ruim, com sofrimentos
nóia – preocupação
marofa – fumaça da maconha
tapas – tragadas
palas – sinais característicos das drogas
larica – fome química
matar a lara – matar a fome química
maricas – cachimbos artesanais
pontas – parte final da maconha não fumada
cemitério de pontas – caixinha ou recipientes plásticos usados para guardar as pontas
pilador – socador para pressionar a maconha já enrolada dentro da seda
dichavar o fumo – soltar a maconha compactada em tijolos ou seus pedaços e separar as partes que lhe dão gosto ruim
sujeira – situação perigosa
dançou – usuário que foi flagrado fumando
mocós – esconderijos de droga
“pipou uma vez, está fisgado”
(Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba, 6ª edição, Editora Gente)

Exames toxicológicos e detecção de drogas
Quais tipos de exames toxicológicos existentes? Eles detectam qualquer droga?
A partir de quando eles dão positivo?

Como as Drogas Circulam no Corpo

As drogas circulam de maneira previsível pelo corpo e ganham maior velocidade e alcance a partir do momento em que entram na corrente sanguínea.
O sangue circula dos tecidos para o coração através das veias. Do coração, ele parte para os pulmões para adquirir oxigênio e liberar o dióxido de carbono. O sangue volta, então, para o coração através das artérias, carregando consigo a droga.

As drogas podem der administradas oralmente, aspiradas pelo nariz ou inaladas até os pulmões. Podem também ser injetadas através da pele, de uma camada de gordura, músculo ou dentro de uma veia (via intravenosa). A injeção intravenosa é a via que produz os efeitos mais rápidos.

Por lei, pais serão avisados caso filhos façam uso de drogas ou álcool

O Tempo Política – Montes Claros
Decreto foi publicado na edição Nº 163 do Diário Oficial Eletrônico do Municipal de Montes Claros; para jurista, lei reforça o estatuto da criança e do adolescente.
Fábio Corrêa

Hospitais e escolas de Montes Claros terão de avisar os pais caso suspeitem que crianças ou adolescentes estejam fazendo uso de álcool e outras drogas. Isso é o que estabelece uma lei sancionada em 18 de março pelo município da cidade da região Norte de Minas Gerais.

De autoria do vereador Edmílson Magalhães (PP), a Lei 4.700 obriga hospitais, clínicas, ambulatórios, unidades de saúde e escolas (públicas ou privadas) de Montes Claros a informar o Conselho Tutelar caso tenham suspeitas ou confirmações de que crianças ou adolescentes estejam fazendo uso dessas substâncias. O Conselho Tutelar, por sua vez, terá de notificar os pais ou responsáveis caso receba uma notificação a esse respeito. O decreto foi publicado na edição nº 163 do Diário Oficial Eletrônico do Município de Montes Claros.

De acordo com o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e Jovem da OAB-MG, Stanley Gusman, a lei é positiva por reforçar o que está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

“O que essa lei faz é criar mais um dispositivo de acionamento do Estatuto, que institui como dever da família, da sociedade e do poder público a garantia dos direitos dos jovens. Infelizmente, isso não vem sendo cumprido, pois acaba-se ocultando ocorrências desse tipo.”

Para o jurista, a Lei 4.700 irá, com os dados recolhidos, gerar um conteúdo a partir do qual um trabalho mais amplo poderá ser planejado. “Quando as autoridades competentes são notificadas sobre o que está acontecendo com o adolescente e a criança, abre-se um espectro que serve como base para o atendimento do Estado”, avalia.

A reportagem tentou contato com o vereador autor do projeto e com a Câmara, mas não havia recebido resposta até as 19h30 desta terça (25).
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

Temos que começar a ouvir o dependente químico

Felipe Blumen
SPDM
Médicos, governantes, ativistas, grupos de apoio e dependentes químicos em recuperação se reuniram no sábado, 15, na Faculdade São Bento, no 1º Simpósio Internacional de Amigos dos Alcoólicos Anônimos.

O evento reuniu representantes de diversos segmentos relacionados ao tratamento e recuperação de dependentes químicos.

O evento, que contou com diversos painéis e palestras realizadas sob a temática “Construindo Pontes para a Recuperação”, serviu para que diversos segmentos relacionados à dependência química pudessem discutir temas importantes para o futuro da questão de drogas no país.

“O mais importante é apresentar ao público a diferença significativa entre dois conceitos: o de tratamento, que é a intervenção clínica, e o de recuperação, que é o processo social que se inicia após o fim do tratamento”, disse o ativista norte-americano Ben Bass, diretor-executivo de uma entidade de apoio no Texas que desde 1987 está se recuperando do alcoolismo. “E, enquanto o tratamento lida com as crises, a recuperação é contínua e deve ser feita com apoio de toda a comunidade.”

O seminário também teve como proposta a articulação entre diferentes entidades e programas que lidam com tratamento e recuperação de dependentes. “Infelizmente nos encontramos hoje muito distantes de uma união entre diferentes setores”, disse o médico Ronaldo Laranjeira, responsável pelo Programa Recomeço e presidente da SPDM. “Perdemos muitos anos discutindo academicamente qual seria a melhor abordagem e não ouvimos quem mais importa no processo, que são os dependentes químicos e suas famílias.”

O ativista da recuperação de longa duração Ben Bass (esq.) e o médico Ronaldo Laranjeira, que concordam sobre a importância de introduzir no Brasil a discussão sobre esse novo conceito.

Para os presentes, o resultado geral do seminário foi positivo. Para Laranjeira, “só o fato de estarmos discutindo aqui o conceito de recuperação de longo prazo já é um passo importantíssimo para mudarmos algumas coisas”. Já para o norte-americano Ben Bass, o compartilhamento de histórias e a participação do público foram a grande vitória. “A união tem de ser feita de dentro para fora, a iniciativa de se organizar em prol dos dependentes deve ser tomada pelas próprias pessoas em recuperação”, afirma.

O seminário foi organizado pelo AA Brasil em conjunto com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e a Coordenação de Políticas sobre Drogas do Estado de São Paulo.
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

Saiba mais o que é Codependência

A codependência é um transtorno emocional que ocorre em pessoas que possuem algum familiar dependente químico. Normalmente, os portadores do transtorno são: o cônjuge, o pai, a mãe e outros que vivem em função do dependente, ou seja, dedicam a maior parte do seu tempo em função de ajudar a pessoa a ponto de deixar suas atividades de lado. Também pode ser gerado pela busca de se refugiar de situações dramáticas, da verdadeira identidade de um indivíduo e ainda de ambientes conflitantes e inseguros.

Pode-se perceber a manifestação do transtorno a partir dos seguintes sintomas:

Dificuldade de manter o equilíbrio em relacionamentos afetivos;
Frieza emocional para conseguir lidar com problemas;
Manias ligadas ao perfeccionismo;
Busca por fazer com que os outros aceitem seus pensamentos como únicos;
Compulsão por hábitos;
Sensação de incapacidade;
Baixa auto-estima;
Dores musculares;
Depressão.

Para buscar tratamento para o transtorno, a pessoa deve primeiramente aceitar sua condição. O tratamento é feito por meio de psicoterapias, grupos de ajuda, terapia familiar e alguns medicamentos.

Os efeitos do crack no organismo

Forma menos pura da cocaína, o crack tem um poder infinitamente maior de gerar dependência, pois a fumaça chega ao cérebro com velocidade e potência extremas. Ao prazer intenso e efêmero, segue-se a urgência da repetição. Além de se tornarem alvo de doenças pulmonares e circulatórias que podem levar à morte, os usuários se expõem à violência e a situações de perigo que também podem matá-lo.

Clique na imagem ao lado e confira, em infográfico animado, os efeitos do crack no organismo e os riscos que ele impõe à saúde do usuário.
Consequências para a saúde
Jornal de Santa Catarina e A Notícia
Intoxicação pelo metal
O usuário aquece a lata de refrigerante para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.
Fome e sono
O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.
Pulmões
A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito
Coração
A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer
Ossos e músculos
O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.
Sistema neurológico
Oscilações de humor: o crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível
Prejuízo cognitivo: pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80
Doenças psiquiátricas: em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios
Sexo
O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção.
Há pesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmente transmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam
Morte
Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e relacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose).
A causa mais comum de óbito é a exposição à violência e a situações de perigo, por causa do envolvimento com traficantes, por exemplo.

Cocaína

1. Histórico e Formas de Preparação da Cocaína

A cocaína é um alcalóide presente numa planta sul-americana, a coca, cujo nome científico é Erythroxylon coca.

O “vinho de coca”, preparado à base da planta, foi considerado na Europa uma bebida muito reconfortante e de grande uso social. O Papa Pio XI  agraciou o principal fabricante deste vinho. Um dos mais adeptos da cocaína foi Freud. Ele próprio ingeriu a cocaína para provar a energia e vitalidade produzidas pela droga. A cocaína foi usada como medicamento até o início do século. Existiram surtos do uso desta droga no passado, mas depois que foram demonstrados os seus efeitos prejudiciais ao organismo, houve uma proibição do seu uso e um declínio na ingestão da cocaína. Hoje em dia, vive-se o pico de uma  nova epidemia .

Existem várias formas de cocaína. O “chá de coca”, preparado à base das folhas, é muito utilizado no Peru. Nesta forma, pouca droga é absorvida e portanto muito pouco chega ao cérebro.

Através de vários procedimentos, usando produtos como solvente e ácido sulfúrico, obtém-se o sal de cocaína (“pó” ou “neve”). Como  ele  é solúvel, pode ser aspirado ou usado via endovenosa, dissolvido em água

Tratando o sal de cocaína com bicarbonato, obtém-se um bloco sólido, que é conhecido com o nome de “crack”. Este nome “crack” advém do barulho produzido neste processo de solidificação e na quebra deste bloco em pequenos pedaços. Ele também pode ser preparado a partir da pasta de cocaína. Esta forma é pouco solúvel em água, mas se volatiza quando aquecida, sendo fumada em cachimbos.

2. O que a cocaína faz no Organismo ?

A cocaína interfere na ação de substâncias que existem no nosso cérebro, os “neurotransmissores”, como a dopamina e a noradrenalina. A cocaína eleva a quantidade dessas substâncias, porque ela  inibe a recaptação pelo neurônio, aumentando a concentração desta substância na fenda sináptica, isto é, no espaço entre os neurônios nos quais se processa a neurotransmissão. Com isso, todas as funções que esses neurotransmissores possuem ficam amplificadas e  podem também aparecer ações que não existem nas concentrações normais.

Com a ingestão da cocaína ocorre uma sensação de euforia e prazer.

Ela produz aumento das atividades motoras e intelectuais, perda da sensação de cansaço, falta de apetite, insônia.

Numa dose exagerada (overdose) aparecem sintomas de irritabilidade, agressividade, delírios e alucinações. Pode ocorrer também aumento de temperatura e da pressão arterial, taquicardia e degeneração dos músculos esqueléticos. Este excesso pode levar até à morte, que ocorre por convulsões, falência do coração ou depressão do centro controlador da respiração.

Se a droga for usada pela via endovenosa ou respiratória os efeitos são quase imediatos. Isto porque ela vai direto para o cérebro, sem passar pelo fígado, onde é degradada. Isto provoca aumento da probabilidade de overdose.

No caso da via endovenosa, além do risco de overdose, há também o perigo de infecção através do uso de seringas contaminadas, principalmente com o vírus da AIDS, da hepatite e de outras doenças transmissíveis.

3. Como a cocaína é eliminada do organismo ?

A cocaína é rapidamente metabolizada pelo fígado e seus metabólitos inativos são detectáveis na urina.

4. Tolerância e dependência à cocaína

Não há comprovado efeito de tolerância devido ao uso crônico e não existe Síndrome de Abstinência característica, quando cessa a ingestão. No entanto, o componente psicológico é muito forte e ocorre, na maioria das vezes, uma vontade incontrolável de consumir a droga, que é a chamada “fissura”.

© 2018 CT Caminho de Luz

Theme by Anders NorenUp ↑